Início BRASIL Diretora veta trabalho sobre pombagira em escola de “princípio cristão”.
Diretora veta trabalho sobre pombagira em escola de “princípio cristão”.

Diretora veta trabalho sobre pombagira em escola de “princípio cristão”.

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Um caso polêmico na cidade de Ananindeua, localizada na Região Metropolitana de Belém, no Pará, ocorreu nesta semana. Segundo informações do UOL Educação, uma diretora do Centro de Educação Trindade, instituição privada do município, proibiu um trabalho sobre a pombagira, uma das entidades da umbanda.

A apresentação do trabalho se daria em um festival promovido pela escola e, por conta da proibição, foi motivo de polêmica nas redes sociais e dividiu opiniões entre os internautas. A instituição escolar, perante a situação, afirma-se formadora de “princípios cristãos”.

As opiniões da diretora foram gravadas por alunos que a abordaram na última quarta-feira (23/11). Segundo os áudios registrados por um celular, os alunos solicitam-na que permitisse a apresentação da música “Pomba Gira Cigana”. A reação foi: “Pombagira? Credo!”.

A argumentação da diretora foi que, pelo fato da instituição ser privada, as regras e valores defendidos pela escola precisam ser respeitados. Ainda questionada, sua resposta final aos alunos foi “Eu não quero e acabou!”, segundo o UOL, em “tom áspero”.

“Não sou obrigada a entender as outras religiões! A escola tem um princípio cristão, e eu tenho de dizer para vocês que, dentro da minha escola, vai funcionar, vai se realizar, vai se apresentar o que eu achar conveniente. Negócio de pombagira eu não quero não aqui dentro”, afirmou.

O Centro de Educação Trindade não se pronunciou acerca do ocorrido. Na página do instituto no Facebook, o órgão defende, como princípios, “promover através da educação sócio-interacionista o desenvolvimento harmônico dos educandos, nos aspectos físico, intelectual, social e espiritual, formando cidadãos pensantes e úteis à comunidade, à Pátria e a Deus”.

Pelo ocorrido, alguns internautas realizaram críticas à diretora, afirmando que a situação tratava-se de preconceito religioso. Outros, por sua vez, argumentaram que a escola, como local privado, tem espaço para determinar suas próprias regras.

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